quarta-feira, 23 de Abril de 2008

1- Introdução -> trabalho escrito

O termo “Arte Urbana” é utilizado para designar todos os movimentos artísticos relacionados com as intervenções visuais das grandes metrópoles. Apesar de “Arte Urbana” poder englobar vários sub temas e vários assuntos, no nosso trabalho vamos tratar os “movimentos de rua”, nomeadamente o graffity, o rap, o breakdance e desportos urbanos como o parkour e o skateboard.
A razão de ser da nossa escolha, é baseada no facto de estes movimentos estarem cada vez mais presentes na nossa sociedade, embora muitas pessoas saibam muito pouco sobre eles ou até tenham ideias muito distantes do que realmente são estes movimentos e quem os representa. Queremos então esclarecê-las e dar a conhecer o que realmente são cada um destes movimentos.
O rap, o breakdance e o graffity, estão de certa forma relacionados, pois estão ligados à cultura hip-hop, embora o graffity seja muito autónomo deste. Os desportos urbanos podem e devem também ser englobados no tema “Arte Urbana”, pois cada um é uma arte, à sua maneira.
Só não englobámos mais movimentos no nosso trabalho porque, na nossa opinião, estes são os que merecem maior destaque.

quarta-feira, 2 de Abril de 2008

O Factor Adrenalina

Resumo das ideias principais:

∙ A perseguição das autoridades àqueles que procuram a pintura de murais é um aspecto que se mantém inalterável ao longo dos tempos.
∙ Para conseguir passar a sua mensagem, as crews têm em conta essa perseguição por parte das autoridades.
∙ Há sítios em que as autoridades policiais são mais rígidas do que noutros locais.
∙ Embora haja quem proponha a criminalização do graffity, cada vez é mais fácil o acesso ao material para o graffity.
∙ Cada vez mais o graffity é procurado para embelezar estabelecimentos públicos ou privados e há muitos writers que já fazem dele actividade remunerada e lucrativa.

Comentários pessoais:


É interessante ver como as crews se organizam para conseguirem colocar a mensagem que querem passar numa parede em sítio estratégico, mesmo sabendo do risco que correm por causa das autoridades. É este panorama ilegal do graffity, claro está, que lhe confere muitas vezes o estatuto de vandalismo que cada vez mais é discutido. Também é curioso o facto de as autoridades serem mais ou menos benevolentes em relação ao graffity em diferentes zonas, isto dever-se-á à imagem que o graffity terá criado nas diferentes cidades. Por exemplo, porque será o graffity mais aceite no Porto do que em Lisboa? Provavelmente porque na capital se opta muito mais pelo bombing do que no Porto, onde o graffity é feito de forma mais cuidada em maior número de casos, optando-se menos pelo bombing. Observamos ainda que apesar de toda a crítica, cada vez é mais fácil adquirir os materiais para graffity e cada vez mais o graffity é procurado para decoração de espaços, sendo requerida pelos proprietários desses espaços.

Citação Bibliográfica: http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=1551 “O Factor Adrenalina”

Nuno Cruz

Grafite (arte)

Resumo das ideias principais:

∙ Grafite ou Graffiti (do italiano graffiti) significa “marca ou inscrição feita em um muro”
∙ Trata-se de um movimento organizado nas artes plásticas, em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade.
∙ É considerado por muitos como um acto de vandalismo, pois suja as paredes de vários edifícios.
∙ É usado como veículo para revelar realidades oprimidas.
∙ Para muitos é um instrumento de protesto.
∙ Outros encontram no graffity forma de obrigar a cidade a contemplar a sua miséria.

Comentários pessoais:

A escrita em paredes não é uma realidade actual, já no império romano se fazia como forma de interferir na cidade, bem como este acto acompanha a humanidade desde a pré-história (arte rupestre). O graffity é, portanto, uma actividade que desde sempre acompanhou o Homem. Apesar disso, o graffity não é aceite por muitos, visto que suja paredes e retrata realidades oprimidas que não se quer ver, ou seja, incomoda.

Citação Bibliográfica: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grafite_(arte) Grafite (arte)

Nuno Cruz

Visual Street Performance 2007

Resumo

∙ Foi nos Estados Unidos que o graffity ganhou dimensão e evolução estilística.
∙ Sendo polémico e tendo por base uma expressão gráfica primitiva, gerou nos miúdos e jovens uma panóplia de vocações criativas.
∙ Fruto da elevada saturação e do cinzentismo da cidade, nasceu na década de 1960 uma actividade de risco e aventura com destreza estética e reivindicação do espaço público.
∙ No início da década de 1970 o fenómeno popularizou-se e o writter deparou-se com uma grande concorrência que se lançou numa guerra de estilos caligráficos.
∙ Estes assumiram-se enquanto violação da forma sob o domínio do estilo.
∙ O uso da letra enquanto suporte meramente estético seria a característica mais identificativa do graffity de Nova Iorque.
∙ Dentro da comunidade, o mais ousado era o mais respeitado, prezando-se a originalidade, estilo e destreza.
∙ Nos anos que se seguiram os writters agruparam-se em crews para melhor pintarem e cobrirem maiores superfícies.
∙ Desenvolveram técnica, decoração e escala e conseguiram ocupar ruas e sistemas de transportes urbanos, promovendo a sua expressão de modo a ser vista pelo maior número de pessoas possível.
∙ Na década de 1980 o graffity aglutinou-se ao hip-hop que estabeleceu raízes pelo mundo inteiro em poucos anos.

Comentários pessoais:

O graffity, sendo uma forma de manifestação que tem em conta a estética, conseguiu expandir-se em pouco tempo pelo mundo inteiro. É interessante o facto de ter começado por simples “rabiscos” e ter evoluído para peças cheias de criatividade e estilo. Os writters recorreram ao aerossol para conseguirem ocupar mais espaço com as suas obras e deste modo combater o cinzentismo da cidade, bem como promover as suas ideias de forma mais eficaz. Podemos observar hoje, por todo o mundo, autênticas peças de arte que resultaram de toda esta evolução e que recorrem ao aerossol para desenhar as suas formas de um modo tão incrível e original.

Citação Bibliográfica: “Visual Street Performance 2007” págs. 28 e 29

Nuno Cruz

O Skate

Resumo

• “O skate é um desporto mundial. Em qualquer lugar do planeta existem jovens”(...), “praticando, treinando, estourando tenis, rompendo jeans e sendo advertidos pelos pais, ou por pessoas mais velhas, que nao se adaptam ao desporto, o qual nao é novo, e já tem muitos anos.”
• “O skate já é por si, um desporto discriminado pelas gerações que não acompanham as novidades.”
”A cidade onde vivo é conservadora”,(...) “e isto ocorre por causa de uma casta ainda com ideias paleolíticas.”
• “Não obstante, os trajes agressivos, os tenis rotos, os cabelos rapados, as tatuagens estranhas, estes jovens sao "good-boys", apesar de usarem alguns, uma camisa preta com a legenda de "bad-boy".”
“A maioria não consome drogas. Querem apenas um lugar para praticarem o desporto preferido.”
• “Posso garantir que um salto espectacular de um adolescente sobre um skate é bem mais emocionante do que dez golos de bicletas, mesmo feito por Pelé, ou um rei qualquer do futebol. Será que um jogador de futebol pularia uns dois metros de abismo com a bola sob os pés? Pois, os skaters fazem isso com a maior tranquilidade.”

Comentários pessoais:

Aqui está mais um texto redigido por alguém que vê a realidade tal como ela é. Eu concordo com o autor no que ele escreve, admito que o estilo dos skater’s é agressivo e as vezes assustador, mas não há que ter medo destes “bixos”.
Existem muitos preconceitos em volta do skate por parte de gerações mais antigas mas acho que isso seja normal, embora que absurdo.
Pessoalmente gostei muito da comparação do skate ao futebol, um desporto que e tão acarinhado por todos, mas que é dos que provoca mais mortes, corrupção, etc... e na sua essência não tem tanta arte como andar de skate!

Citação Bibliográfica: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=13847&cat=Artigos&vinda=S

André Simão

Skate não é moda

Resumo das ideias principais:

O skate é sempre associado ao vandalismo. Mas para quem pratica isto não é bem assim. Pois muitos destes skater’s tiram cursos académicos e trabalham.
Este é tambem um desporto em que é preciso força dedicação e empenho.
A culpa de a sociedade ver assim o skate é em grande parte do Ministério que não considera este desporto como grande e por outra parte dos patrocinadores que vêm nele apenas uma forma de fazer dinheiro.


Comentários pessoais:

Na minha opinião o autor deste pequeno texto tem toda a razão, pois eu axo precisamente o mesmo. Pois eu também pratico este desporto e sei que não sou vândalo nem criminoso, e que para praticar este desporto é reciso dedicação e muito treino, não basta apenas comprar um skate e pô-lo debaixo do braço para se ser skater. Agora cabe aos skater’s lutarem contra esta má imagem que a sociedade tem de nós.

Citação Bibliográfica: http://www.sk8.com.br/br/conteudo.asp?cn=100&ct=541

André Simão

A História do Skate

Resumo das ideias principais:

•O skate nasce no início dos anos 60 na Califórnia.
•Foi criado por surfistas que tiraram as rodas dos patins e puseram em tábuas para poderem surfar em terra firme.
• Em 1965 começaram a comercializar-se os primeiros skates fabricados industrialmente.
• Em meados dos anos 70, o skate teve uma grande queda de adeptos e praticantes e perda dos skate-parkes.
•Então iniciou-se o street skate, utilizando as ruas e tudo o que lá havia com obstáculos.
• Nos anos 80 o skate volta ao seu auge, com a inovação dos skates, e a utilização das half pipes.

Comentários pessoais:

Este texto demonstra como o skate nasceu e evoluiu ao longo dos anos, os seu tempos de glória, e os seus tempos de crise.

Citação Bibliográfica: http://360graus.terra.com.br/skate/default.asp?did=2080&action=historia

André Simão